Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Mãe-Negra

'Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...

Nem buganvílias vermelhas,
Nem vestidinhos de folhos,
Nem brincadeiras de guisos,
Nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
Em duas faces cansadas.

Mãe-Negra tem voz de vento,
Voz de silêncio batendo
Nas folhas do cajueiro...

Tem voz de noite, descendo,
De mansinho, pela estrada.

Que é feito desses meninos
Que gostava de embalar?

Que é feito desses meninos
Que ela ajudou a criar?
Quem ouve agora as histórias
Que costumava contar?

Mãe-Negra não sabe nada...

Mas ai de quem sabe tudo,
Como eu sei tudo
Mãe-Negra!

Os teus meninos cresceram,
E esqueceram as histórias
Que costumavas contar.

Muitos partiram p'ra longe,
Quem sabe se hão-de voltar!

Só tu ficaste esperando,
Mãos cruzadas no regaço,
Bem quieta bem calada.

É a tua a voz deste vento,
Desta saudade descendo,
De mansinho pela estrada.'

Alda Lara
(Prelúdio-1951)
Cantado por Paulo de Carvalho
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Guardado por zephira às 20:06
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